Cada vez que vejo os facebooks dos meus, chamemos, "familiares por afinidade emigrados", fico apavorada. Estão por lá há* menos tempo que a idade em que são "portugueses". Assim sendo não percebo como é que pessoas que estão nos Estados Unidos, França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha etc, há menos de 6 anos, dão calinadas ortográficas de fazer chorar em prantos o Menino da Lágrima, dado que têm todos mais que 25 e 35 anos de idade.
Nunca fui muito à bola com o "esquecem-se" de como se escreve, nem com o "como falam lá outra língua confundem-se".
Desculpem lá... mas quem é que escreve "paceio" em vez de passeio? É esquecimento de quê?
"que se paça", em vez de passa.
"vamoz", em vez de vamos.
"dises" em vez de dizes...
Toda a gente, meia volta, lá dá um erro ou outro, mas constantemente é estranho. Resta-me pensar que quando foram para lá já escreviam mal, ou que não se deram ao trabalho de completar o secundário.
A verdade é que ainda fico mais embasbacada com os facebooks dos filhos deles. Dos quais eu não sou amiga mas aos quais tenho acesso a tudo pois estas crianças com 10 e 13 anos de idade, têm perfil aberto ao público. Com fotografias que não são propriamente adequadas numa sociedade em que a pedofilia, o rapto e a violação acontecem ao virar de um "click". E são às dezenas de fotografias em bikini e estilo "biquinho de pato". Mas, verdade seja dita, as nossas crianças portuguesas nesse aspecto são (maioritariamente) iguais, parece que não existe um controle parental. A diferença é que estas crianças emigradas já fazem madeixas no cabelo e têm unhas de gel.
Outra verdade nisto tudo é que, não é da minha conta.
...e nestas coisas do "intra-famílias" eu não dou opinião, nem que se toque no assunto nos jantares em comuns. Depois existe sempre a tirada do "Ela deve-se achar melhor porque tem um curso e tal, mas nós já somos casadas e temos filhos."
Ao que me dá vontade de rir.
foto gentilmente retirada do melhor blog acerca do tema, o Faissebuk, aqui.
* gentilmente corrigido por Moimême.