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20 de março de 2012

viZinHos...

O Parvo que pensa disse hoje que lhe apetecia matar o vizinho. 
Fora a possibilidade de tal homicídio acontecer e ele vir a ser julgado por ter uma confissão no seu blogue passemos ao resto.
 Eu também já tive vontade de dar umas chapadas a um vizinho. Nos meus tempos de estudante, morei numas águas furtadas, velhas que doíam mas que valiam a pena. A minha colega de casa tinha engravidado (vá-se lá saber como...) e então eu passava a maior parte do tempo com casa própria o que era fantástico. Com o passar das semanas fiquei amiga intima das miúdas do andar de baixo e bastou um mês para mudar as bagagens e deixar aquele meu mundo de caloira com casa individual. Hoje tenho pena de não tirado fotografias ao local... O meu novo quarto ficava exactamente abaixo do meu antigo sótão e, qual não é o meu espanto quando o novo inquilino do mesmo começa a levar a namorada e...
Pimba...pimba..pimba! Está de fazer o amor. - E agora pensam - o barulho era o fazer o amor?
Pois está claro que não. O amor eram uns 5 minutos. Mas depois disso o rapaz sacava da viola e cantava para a rapariga. Sim, cantava ... serenatas depois de fazer o belo do amor. 
                                                                                                   ... às duas da manhã.

28 de dezembro de 2011

noVaS OportUnidaDeS...

Triste, triste, é pensar que estivemos 12 anos e mais uns tantos na licenciatura e no mestrado a estudar e a trabalhar arduamente , e agora toda a gente que queira (e uns NEM assim), tiram o 12º ano com trabalhos que em nada, mas NADA, se comparam à matemática, física, química, geometria descritiva, inglês, alemão, psicologia, etc... que tanto, mas tanto, tivemos que estudar profundamente. 
A que miséria cultural  chegámos. 
Para completar a tristeza, é triste ver que uma grande parte dessas pessoas, pede e paga a outros para lhes fazerem os trabalhos. Como já aconteceu pedirem-me. E nós, com os mestrados na bagagem, tantas vezes sem emprego, aceitamos ou já aceitámos por 100, 200 ou 300 euros, que tanta falta nos fazem, fazer isso.
Não me venham dizer que não é a mesma coisa.
É. Num currículo qualquer têm o 12º. Numa entrevista qualquer, têm o 12º. Aquele que frequentou 6 anos de Direito ou Biologia e não conseguiu acabar a faculdade tem "só" o 12º, ao mesmo nível do das Novas Oportunidades. Nós, que tantas vezes simplesmente não temos emprego, somos deixados no canto se quisermos trabalhar numa loja, numa caixa de supermercado, num café, porque "temos estudos a mais", e então o 12º das N.O. , passam-nos a perna e ficam lá.
Para completar o ramalhete, existem alguns parasitas da sociedade, que pedem a um pé para levantar o outro, a quem são pagos esses cursos. Sim, pagam-lhes para estudar, o próprio centro de emprego. E tantas vezes faltam às aulas. Não ponho todos no mesmo saco, não. Mas basta existir um. E as nossas sebentas pagas a peso de ouro? Os próprios livros do secundário?
Podem fazer um exame nacional e entrar directamente na Universidade. 
Para completar essa mediocridade cultural, cheguei a receber um email, em resposta a um "trabalho feito", com qualquer coisa como:
"Senhora Maria, axu k se eskexeu de escrever (-me) , os agradeximentos."

Pois. 

quem cá para...