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5 de julho de 2012

Sedução e Casamentos*

Não quero que me interpretem mal mas pois acaba por ser um assunto "esteticamente sensível". Mas, como não se pode agradar a gregos e a troianos, vou contar à mesma.
Trata-se do desleixe físico nas mulheres. (Neste caso, pois com homens também é visível como bem sabemos). 
Este fim-de-semana passado fui à praia fluvial com o meu homem e mais um grupo de amigos e conhecidos. Nesse mesmo grupo de conhecidos, estava um casal onde ele tinha 34 anos e ela 31 e que namoraram  11 anos, estando casados faz meio. Uma vida.
E qual é a urticaria do tema?
É que a rapariga estava "feia". Estava toda acabada. Eu sei que nem toda a gente nasce com um corpo de sonho, nem toda a gente tem 1,80m de altura e uma pele de bebé. Eu não sou propriamente uma modelo. Mas, é perfeitamente viável que todas as mulheres consigam perder os pneus, tratar a pele e fazer a depilação. Principalmente uma pessoa ainda jovem.
E, ao invés, o marido estava bem cuidado, estava "em forma", seria considerado um homem atraente. E aqui surge uma comparação ao estilo: "Como é que isto se desenvolve? Como é que existe vontade, desejo, da parte dele?" Eu sei apreciar mulheres e, se fosse homem, não me via a ter um relação amorosa/carnal, com ela.
Amor? Claro que existe amor. Mas sem paixão? Não me parece. Não acho viável. Acho que se não se manter um certo cultivo físico, ou pelo menos uma manutenção física só para não se estragar o que já nasceu connosco, as coisas desmoronam. 
E depois vocês dizem: "mas então, se ela sempre foi assim, não tinham namorado tanto tempo."
E aqui não me vou delongar muito pois não os conheço propriamente bem . If you know what I mean. 
Assinalo que existem pessoas "fortes" que são bonitas e bem cuidadas! Eu também não gosto de ver anorécticas e mulheres e homens trinca-espinhas. 



13 de junho de 2012

Bitch... please.

Às vezes tenho vontade de me esbofetar a mim própria. A sério. Deve ser um dos tiques dos arquitontos que só trabalham bem sob pressão. Tenho 2 trabalhitos, coisa pouca de design, para fazer (de concurso), aulas de geometria descritiva para preparar pois começam as explicações para os exames, e, uma tese de arquitectura de um moço toda, todinha, para corrigir.
Fora o meu emprego das 9h às 19h, onde não posso fazer nada disto.
E estou aqui.
A marinar. 
Se me estou a queixar? CLARO QUE ESTOU. Mas não é pelo trabalho, venha ele! É porque estou parva, devia estar a trabalhar e estou na ronha. Ontem estava tão desgastada destas noitadas até às 2h - 3h da manhã, a fazer estas coisas, que me deitei às 22h e consegui adormecer e chegar atrasada! Cheguei ao trabalho às 9,25h. Obviamente sem beber café. Nem lavar os dentes. Andei a falar para as pessoas a dois metros de distância não fossem ficar mal impressionados.

23 de abril de 2012

Consultório Cerebral (2)

Penso que todos nós na nossa turma da primária/secundário, tivemos as amigas da religião "protestantes", não tenho a certeza se é assim só que se designa. Ou seja, aquelas meninas que usavam uma trança gigante, não iam às festas connosco, não tinha religião e moral e não podiam usar calças. Uma dessas meninas era inclusive uma das minhas melhores amigas.
Pois bem, por motivos diversos, nenhuma delas entrou para o ensino superior, nunca percebi bem porquê.

E por motivos ainda diversos todas elas casaram bastante cedo.
E então é assim. Uma dessas meninas casou cedo, engravidou e lá continuou a sua vidinha de trabalhadora, esposa competente nas lides domésticas e devota com o seu marido nas idas ao culto. Quando, já com as crianças com 6 anos de idade, vai a ver e o seu devoto marido andava a pinar com uma colega de trabalho dela de onde já tinha uma filha. Como é que é possível? Uma amiga dela, dela e colega de trabalho dela, na mesma sala, no mesmo departamento, que andava a dar umas cambalhotas com o marido. 
Essa minha amiga "ganhou tomates", despediu-se no mesmo exacto momento. (Sim porque só soube quando numa discussão com a colega de trabalho esta se descai e diz qualquer coisa como: "Olha o teu marido vem cá todas as semanas!") Pega nas crianças e vai embora para a Suíça. 

A minha outra amiga, no mesmo contexto social, a única coisa que não teve foram os filhos, porque o marido andava a pular a cerca também. Até ser apanhado.
E fiquei contente por saber que agora, ambas, encontraram alguém (que por acaso não é dessa religião, nem de nenhuma outra), e que estão bem, felizes e bola prá frente.

E vocês conhecem destas histórias?

27 de fevereiro de 2012

Consultório Cerebral (4) - Festas Surpresa

Mais um membro do grupo faz anos para a semana que vem e qual não é o meu espanto quando a sua namorada me diz:
Coisa: "Olha, estou a pensar fazer uma festa surpresa ao Coiso. Ele sai às 19h e quando chegasse a casa estavam lá vocês, mais pessoal, uns petiscos e tal."
Maria: Ok...
Mas este meu ok quer dizer: "Outra festa surpresa??! Mas anda toda a gente com pancas de festa surpresa? 
Pois, bastou um dos rapazes fazer uma festa surpresa à namorada que foi logo uma manada delas, delas, fazer  a mesma coisa aos respectivos. 
Eu não gosto de surpresas. Aliás, detesto surpresas desse foro. 
"Olha! Surpresa" para mim significa: "Olha! 30 pessoas enfiadas em minha casa e eu não fiz as limpezas ao fim-de-semana!", ou "Olha! 30 pessoas enfiadas em minha casa e eu não fiz a depilação!", ou " Ou 30 pessoas em minha casa e tenho a certeza que os pitéus surpresa não estão como eu os organizaria...", ou, possivelmente: " M****, 30 pessoas em minha casa e o que eu queria era vestir uma lingerie sexy, sair com o meu homem e parar-se em parte incerta."
Não gosto de festas surpresa. Gosto de estar sempre, sempre, preparada para qualquer tipo de acontecimento. O my love já sabe da minha opinião. Surpresas para mim? Só isoladas. Ao estilo: 
- Comprei um gelado com pedaços de chocolate!
- Um miminho...
- Um presentinho.
Festas surpresa dispenso.
(E a primeira rapariga a quem foi feito o tal jantar surpresa bem me disse posteriormente que preferia ter tido um jantar a dois. Como a compreendo.)
E vocês? Opiniões?

15 de janeiro de 2012

ApeTitE SeXual

Depois deste jantar, eu tinha de vir escrever acerca deste tema. 
Pois bem, eu tenho amigas, várias, que já fingiram por diversas vezes, orgasmos. Nada de novo, eu própria já fingi. No meu caso, a coisa estava a correr tão mal, tão mal na primeira vez, que o que me apetecia fazer era dizer: "pára lá com isso e vamos jantar fora..." e não parava de pensar "isto não me está a acontecer". Mas não consegui. Lá tentei parar o que quer que seja que o moço estava a tentar fazer, tomar as rédeas da coisa e tentar orientar a situação. A relação não durou muito. Verdade seja dita, este factor, o sexo, põe muita coisa em causa, muita mesmo. Acho difícil que uma relação conjugal funcione a 100% se na cama as coisas não correrem bem. "Zás-trás-pás e puff o amor desaparece, e a atracção desaparece, e as borboletas na barriga voam para outros campos." Aconteceu nesse caso, não  o pude evitar. Na altura , respirei fundo e declarei calma a mim própria. Nas próximas isto vai melhorar. Não melhorou. Enfim, saltando  minha experiência, em que ambas as partes queriam, e simplesmente não era bom, as situações das minhas amigas eram já a de namoro com mais de, pelo menos um ano. E:
- simplesmente porque não lhes apetecia fazer,
- porque já não tinham prazer,
- porque estavam apaixonadas por outro alguém,
- porque o companheiro se tinha desleixado e começaram a sentir alguma repulsa física,
- porque era "sempre-sopa-sempre-sopa" ou seja: rotineiro.

Eu fiquei um bocadinho perplexa. Acho que nada melhor que o diálogo para chegarem ambos ao prazer. Nada melhor que apimentar a relação, tornar coisas simples um pouco mais eróticas, ter brincadeiras cúmplices, ler, estar a par das novidades, estar bonita, desejável (para ambos claro), para manter a chama acesa. Não sou propriamente uma professora na matéria, mas sou uma aluna empenhada e bastante faladora. 
E, felizmente, bastante satisfeita com a minha vida sexual e sentimental, que é uma e só mesma!
E vocês, que me contam destes casos? Algo a acrescentar?

10 de janeiro de 2012

ConsultÓriO CeRebrAl: pUtices oU boA vida?

Hoje, durante o cafézinho da noite ali na tasquinha da esquina, calhou em conversa o tema. Ora pois bem, o caso era o seguinte:
"Diz que" a, chamemos Josefina, parecia um "le bon vivant" mas em versão mulher, com uma diferença, ela namorava, uma vez com um , outra com outro, e por aí além. A rapariga, esperta de formação e estudante na área das ciências, ora tinha um namorado e andava a dar umas cambalhotas com um amante, ora tinha um caso de uma noite e não fazia questão de esconder nada a ninguém, ora dizia claramente na cara de um dos apaixonados que "aquilo era uma relação momentânea, para ele não se agarrar muito que ela quando quisesse partia para outra", ora até constava que participava em orgias entre amigos, tudo com proteção assim se consta...
E a verdade é que a rapariga, que não é nenhum cepo nem nenhuma cabeça oca, é feliz da vida, bem dispostinha, gosta deles tenrinhos, (entenda-se novos) no pedestal dos seus jovens 30 anos e "bola prá frente que burra já não morro."
O que acham desta filosofia de vida?
A resposta da minha amiga ao lado foi clara:

"F****-se! As cabras safam-se sempre e têm sempre gajos a querer ficar com elas, mesmo sabendo das cenas delas! E aqui uma pessoa normal da vida não consegue arranjar um!"





15 de dezembro de 2011

Consultório Cerebral (1) - o telemóvel dele

Ter um blog não conhecido no nosso meio é muito, muito bom. E vou fazer os possíveis para ficar no anonimato nesse círculo.
Mas a verdade é que gosto de escrever aqui certas coisas e mesmo recrutar algumas opiniões que não sejam vistas pelos meus amigos. Daí abrir a rubrica : Consultório Cerebral.

Pois bem, passo a desenvolver.
Tenho uma conhecida que namora com um conhecido. Ambos meus ex-colegas de trabalho. Aquela relação era péssima. Discussões e traições (dele), mas a menina, linda, mesmo muito bonita tipo "modelo" mas sem grande inteligência, apesar de andar na universidade, andava tipo cãozinho atrás das vontades dele.
Pois bem, o moço era e é um engatatão de primeira. Mensagens e facebooks para outras, estão a ver "o estilo".
Ela vária vezes foi-lhe ver o telemóvel.
E ia deixando passar.
Um dia passou-se e atirou-lhe isso à cara...
E o que faz ele?
Coloca uma password na pasta mensagens e chamadas.

... Pois. Que me dizem a isto? Não é ridículo? Viveriam com essa desconfiança ou aceitariam esta situação ?
De salientar que, mesmo burrinha, não me admirava que ela arranjasse o homem que quisesse.

quem cá para...