Faz uns dias, estava aqui a Maria no Continente, com um casaco comprido por cima da farda e com a gravata assim a modos que de esguelha, indecisa entre as pêras e as maçãs numa de não abusar nas quantidades pois ia de mota, quando... do nada ...
- "Maria! Tudo bem?"
...e quem era? Era o falecido nº1. Ou seja, o ex-namorado, o 1º, o com o qual namorei 4 anos, o com o qual tive discussões horríveis (para eu terminar o relacionamento), e estivemos sem falar outros quantos anos.
"Hoje", (aka de há 3 anos para cá), com outra maturidade e depois até de já termos falado e visto que fomos um pouco parvos, continuo a vê-lo como uma óptima pessoa a qual merece mesmo tudo de bom.
Maria: -"Sim está tudo bem! E contigo?!"
Falecido: -Epah, trabalhamos perto um do outro, somos vizinhos, a ver se combinamos um jantar lá em casa para conheceres a Y, ok?
Maria: -Ok, ok, quando quiseres, também já falei de ti ao mêhóme.
Falecido. -Então depois comunico, beijinhos fica bem.
Pois bem, depois de acabarmos (03-2004?), poucas vezes falamos, muitas vezes discutimos, muitas vezes choramos até que a melhor opção foi mesmo deixar de haver contacto. Contudo, não havia aniversário, data-especial-de calendário ou outra coisa qualquer em que não me dissesse alguma coisa, inclusive mandasse uma carta ou presente nos seguintes 2 anos.
Já falei disto ao meu homem. Ele acaba por achar estranho porque sei que não tem contacto algum com alguma das suas falecidas. Mas a verdade é que não vejo mesmo este moço como mais que um amigo de infância, dos chegados claro, daqueles que sabe mais de mim (do que eu era), do que mesmo o que eu me possa lembrar e, a verdade, é que nunca trocaria o meu homem por uma história passada. As história servem para isso mesmo, para nos lembrarmos das escolhas que fizemos. E a verdade é que estou muito bem assim.








