6 de julho de 2012

relaÇões

Amo-o como nunca amei alguém. 
Tenho saudades dele e dormimos juntos todos os dias, mas sim, tenho saudades à mesma. O que me faz chegar a casa e fazer uma festa, pedir abracinhos e brincar como uma criança. Uma criança marota...

Penso muitas vezes que sempre fui amada pelos homens que passaram na minha vida. De corpo e alma. E sei que, mesmo assim magoei-os, abandonei-os. Não que eu fosse cruel, não, nada disso. Simplesmente não queria mais.
É estranho neste mundo dos blogs ler os casos (maioritariamente) de mulheres deixadas, mulheres que sofrem, mulheres que esperam que o amor regresse, uma e outra vez, mulheres que esperam pelo homem certo, mulheres que já não querem amar, mulheres que se entregaram e acabaram desiludidas. Claro que já sofri por amor. Mas por pouco tempo. Conseguia pensar mais em mim e colocar uma pedra no assunto ao estilo de "não vale a pena chorar em cima do leite derramado". E tudo passava.

Amar faz bem. Ter olhares secretos. Ter intuições. 
Viver as coisas no tempo certo também faz muito bem. 

Amores desde os 15 aos 30, onde depois casam, não me parecem "saudáveis". Não quer dizer que os casais não sejam mesmo felizes e não se amem, mas... E a paixoneta de Verão aos 16 anos? As paixões do 1º ano da Universidade? Os enamoramentos e serenatas ao 3º ano? 

Acaba por ser triste verificar que tenho amigas que namoraram desde os 16 com a mesma pessoa e que, apesar de terem ido estudar para outra cidade, de terem viajado e tudo um pouco, nunca viveram a vida com mais intensidade, com mais paixão, entenda-se. E que depois, passados 10 anos, DEZ anos, de namoro, descobrem que foram enganadas, encornadas e... que elas comportaram-se sempre bem. Agora têm 26-30-33 anos. E os Ex's trocaram-nas por uma lambisgóia qualquer com quem já dormiam faz algum tempo.  
Será que valeu a pena?
Será que compensou não fazerem as loucuras que se podem fazer na idade adequada para o fazer? 

Eu sinto-me completamente realizada nas minhas vontades. Sei que o amo. Sei que não perdi nada do que a vida me ofereceu ou colocou no meu caminho e, que por isso mesmo, não tenho necessidade nem vontade de experimentar ou enganar o meu homem porque é a ele que eu quero e o resto já vivi, no tempo de aprendizagem e de loucura devido para isso. Assim como ele. Felizmente temos um diálogo bastante aberto e isso é meia volta para uma relação correr bem.

Eu, que sempre fui uma pessoa muito independente nas vontades, que quero isto, quero chegar até ao topo, quero aquilo e esforço-me pelas coisas, ... largava tudo se ele me dissesse: 
"Amor, vamos largar isto tudo e vamos viajar pelo mundo, aqui e acolá. Vamos trabalhar 15 dias para comer e os restantes vamos andar por aí. Vamos de caravana!" 
Eu ia.
Ia mesmo.



7 comentários:

  1. Eu sou uma pessoa de relações longas, mas depois de ser traída estive 2 anos seguida, curti, namorisquei, aproveitei... e graças a deus que o fiz. Agora estou preparada para ficar com o meu rapaz a vida toda.

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  2. Estou inteiramente com o teu pensamento/post!!

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  3. Aproveito o que a vida me dá, e sou feliz assim, além disso só me interesso por quem se interessa por mim e não perco muito tempo com tristezas...:)

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  4. Depende de tanta coisa. Cada pessoa é um caso. Podes ter uma pessoa e sentires-te realizada a todos os níveis. Tanta coisa...

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  5. Olá
    gostei muito do texto e concordo plenamente. Bjs

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  6. Eu concordo contigo, mas acho que se estás feliz e gostas realmente de alguém não tens porque curtir com outras pessoas...eu estou com o Tih desde os meus 17 anos e sempre nos divertimos imenso:) não tinha porque o abandonar na faculdade, fomos muito felizes lá:)

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    1. Claro! Aí está. Mas essas minhas colegas não estavam realmente felizes pois tinham dúvidas de como eles se andavam a comportar por fora... e como tinham medo de os perder não quiseram saber "mais".
      Também conheço casos (poucos!) que são felizes desde o nosso 10 ºano (uiii, tanto tempo), e isso é o que importa . um beijinho dear *

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