16 de julho de 2012

da Ciência com fé.

O senhor meu namorado arranjou o filme da BBC "Charles Darwin and the tree of life", que podem verificar aqui e eventualmente verem. Tem a duração de uma hora.
É incrivelmente apaixonante.
E apaixonante é a forma de como os cientistas há 200 anos atrás estudavam, investigavam, sofriam pressões e humilhações (já pelos jornais e pelas correntes religiosas), e como depois as coisas acabam por se verificar. O próprio Darwin tinha alguma relutância em como explicar à esposa as coisas, pois ela, Emma, era bastante religiosa.
Aconselho mesmo a verem.

Sei que actualmente a própria religião católica já assume (maioritariamente) a ciência como parte integrante da criação do mundo/seres/universo,  mas não sei como é que ultrapassaram a verdade assumida que deita por terra logo, em ponto assente, toda a teoria do Paraíso e nascimento de Adão e Eva. Não sei isto no sentido de: quais foram as respostas, quais foram as explicações aos crentes.
Contudo, tanto em muitas religiões como em "muitas" ciências, existem os ferrenhos dos dois lados, os que acreditam mesmo a 100% no que está literalmente escrito na Bíblia e os que são mal-educados apenas por as pessoas terem fé. Quando tudo se trata de interpretações. De capítulos escritos por diversos homens e, como homens, exageram, mentem, puxam a brasa à sardinha. Sejamos sinceros que tudo peca por falta de informação e sim, existe quem pensa que a Biblía foi escrita por Deus e até pelo próprio Jesus Cristo. Às vezes bastava-me que as próprias pessoas tivessem lido a Bíblia com olhos de ler sem ser em cânticos e missas, pois sim veriam ensinamentos bons, bons para qualquer mortal, mas também veriam escritas bastantes racistas e machistas.  Como antes diria, bastava ler e ter um marcador amarelo fluorescente e um rosa para ir riscando e para separar águas. 

Se outrora eu era católica, isso esvaneceu-se quando comecei a estudar e a profundar os temas e a achar tudo muito ritualizado, muito coberto de ouro e muito violado pelos homens, homens de sexo masculino que dominavam o mundo com os colarinhos pretos, com as túnicas vermelhas e com o chapéu branco e dourado. 

Se outrora eu era uma adepta fervorosa de que a verdade deveria ser espalhada, hoje já não. Apesar de não acreditar em Santos, milagres, Fátima, já retirei a religião da prateleira da "Ficção-Científica" e coloquei-a ali na prateleira a dividir a "História" da "Auto-ajuda".

Ou seja, se os ensinamentos, a fé, servir para que alguém arranje forças para andar por cá, para se curar, para ser uma melhor pessoa... que assim seja. Existem coisas piores.
Sem conflitos de maior. 

3 comentários:

  1. Tenho de ver esse filme, sou muito curiosa no que toca à censura de antigamente.

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  2. Tenho que ver... deixas-me muito curiosa.

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Diga, diga, sou toda "ouvidos" !

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